Crédito para empreendedores
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Taxa da maquininha, antecipação e crédito: três contas diferentes

Entenda a diferença entre taxa da maquininha, antecipação de recebíveis e crédito para o negócio. Veja qual pergunta fazer em cada caso antes de comparar custos e prazos.

Taxa da maquininha, antecipação e crédito: três contas diferentes

Uma venda foi feita no cartão, mas o dinheiro só vai entrar depois. O fornecedor vence antes. Nessa hora, aparecem três palavras parecidas: taxa da maquininha, antecipação e crédito. Todas têm custo, mas resolvem problemas diferentes.

Misturar essas contas dificulta a escolha. Antes de comparar preços, separe três números: o valor líquido das vendas, os recebíveis que podem ser antecipados e o valor que teria de contratar em crédito.

1. Taxa para receber uma venda

Quando o cliente paga no cartão, a empresa que processa o pagamento desconta um valor conforme as condições contratadas. O primeiro número a conferir é o valor líquido: quanto da venda de fato entrará na conta.

Olhe também a data prevista para receber. Duas opções podem deixar valores líquidos parecidos e cair em dias diferentes. Se você compra insumos toda segunda-feira, essa diferença de prazo pode mudar o caixa disponível para a compra.

Para fazer a conta, use uma venda real no extrato: valor pago pelo cliente, valor descontado e data do crédito.

2. Custo para antecipar uma venda já feita

A antecipação de recebíveis trata de dinheiro de vendas que você já realizou, mas receberia no futuro. Você pede para receber antes da data prevista e compara quanto entraria normalmente com quanto receberia antecipando.

Isso é diferente de oferecer cartão ao cliente. A venda já aconteceu. A decisão agora é se vale pagar para mudar a data em que o dinheiro fica disponível.

Segundo o Banco Central, antecipar recebíveis significa adiantar valores que chegariam ao lojista no prazo combinado com a empresa da maquininha. Consulte as condições da sua operadora antes de decidir.

3. Custo de contratar crédito para o negócio

Crédito para o negócio é outra operação: você recebe recursos e assume um compromisso de pagamento. Pode servir, por exemplo, para uma compra de estoque planejada. O dinheiro contratado não é uma venda futura já realizada.

Aqui, olhar só uma taxa anunciada não basta. Compare o valor total a pagar, os vencimentos e as demais condições da proposta. Para operações às quais se aplica, o Custo Efetivo Total reúne encargos e despesas e ajuda a comparar ofertas; o Banco Central orienta olhar o CET.

A pergunta principal é se os pagamentos cabem no caixa do negócio, inclusive numa semana de movimento menor.

Qual conta fazer primeiro?

Escreva o compromisso que precisa pagar e a data. Depois, responda nesta ordem:

  • Quanto tenho disponível hoje?
  • Quanto das vendas já feitas entrará antes do vencimento?
  • Antecipar algum recebível resolveria o intervalo? Quanto seria descontado?
  • Se ainda faltar dinheiro, qual é o valor necessário e quanto custaria uma proposta de crédito?

Essa sequência impede que você contrate mais do que precisa ou pague para antecipar dinheiro que já chegaria a tempo. Ela também pode mostrar que nenhuma das opções faz sentido agora.

Para levar: taxa da maquininha reduz o valor líquido da venda; antecipação muda a data de um recebível; crédito cria um compromisso de pagamento. Compare cada solução com o problema que você precisa resolver.

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Este conteúdo é educativo e não substitui uma análise da situação do seu negócio.

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